Recebi essa delícia de uma leitora assídua, a Branquinha (obrigada! Olha ele aí!), tímida demais pra se manifestar em comentários (quem sabe agora ela não cria coragem e apimenta geral?). Cara Branquinha, depois dessa espero que você dê as caras por aqui. Isso é o que eu chamo de ‘prestar homenagem’: ela escreveu o texto pensando num certo Moreno… e aposto que digitou com uma mão só.
Fecho os olhos e abro a alma
Meu corpo lânguido repousa… suspiros
Inspiro… testo a esperança,
Fecho os olhos e abro a alma:
Trago a sua pele na ponta dos meus dedos
Fecho os olhos e selo o mundo, rendendo-me ao que profere o desejo
Como vento que acaricia o universo e dança…na pele
Das montanhas, planícies e entre as plantações
Obrigando a deitar o cultivo…
Assobiando segredos… em picos enrijecidos,
Pensamentos e carícias deleitam sobre mim
Aquecendo, pesando, piscando
Alma… Corpo!
Enquanto a respiração ofegante, ruidosamente traz os seus sussurros
E me fazem arrepiar, crescer, inchar e gemer
Sinto meus lábios sedentos por sua carne
Sentem sede, fome, ternura
Sensações que se misturam quando nos tornamos um
Minha boca desespera a sua procura
O nosso toque me penetra! Me perco, te encontro!
E novamente minha boca…
Desta vez grita e vaza… palavras sentidas, cheiradas, lambidas
Fervo! Contorço! Ahhhhhhhhhhhhhh
Seu cheiro invade… Meu cheiro.
Insinua, escorre e espalha a sua presença no meu corpo……
Em tempo: essa colaboração não tem nada a ver com esse tópico aqui. Isso a gente ainda tá discutindo e decidindo os termos – não esquecemos não! Nesse caso ela me mandou, eu li, prestei uma homenagem e perguntei se podia mostrar pra vcs. E ela deixou. Só.
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Mas que homenagem, que delicia, minha habilidades com o portuga nem chegam perto. Perto da Branquinha sou analfabeto funcional.