Crème Caramel

Crème caramel é uma apetitosa narrativa sobre o corpo feminino, parte integrante do projeto Define Beauty, que explora todos os pequenos detalhes notados quando estamos entorpecidos (a.k.a. apaixonados) por uma mulher.

Mais que um devaneio detalhado, é um roteiro deliciosamente sensorial, levemente bem humorado e altamente erótico – mas nada, nada explícito. Perfeito pra se lambuzar inteiro, exatamente como a gente gosta!

Atsuko Kudo: moda fetichista

Especialista em desenhar roupas femininas em látex, Atsuko Kudo começou seu trabalho em 2001 e ganhou notoriedade após  começar a desenvolver peças para Lady Gaga e realizar um desfile de moda apenas com suas peças em látex.

Mais que uma especialista, Kudo é uma artista. Suas criações conseguem ser delicadas e provocativas, um misto de sutileza e subversão, com muita feminilidade e entrelinhas. Do jeito que a gente gosta, é um trabalho pra se comer, também, com os olhos!

 

Petites Luxures

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De alguns dias de ócio e gripe em sua casa, este anônimo designer francês fez os primeiros rabiscos do que começou como algumas postagens pontuais no seu Instagram pessoal, apenas pra passar o tempo, e tornou-se um projeto, hoje com Tumblr e até a venda dos desenhos originais.

Petites Luxures é a harmonização do pornô com o minimalista. Inspirado na própria vida sexual e afetiva, e por vezes brincando com conteúdos de amigos pessoais, o designer cria desenhos simples onde importa mais o que não é desenhado e fica nas entrelinhas.

Embora os desenhos retratem cenas explícitas que em outras formas de expressão poderiam parecer inconvenientes, o resultado final é delicadamente erótico. Perfeito pra instigar a imaginação alheia, decorar a própria casa ou se inspirar um pouquinho.

Things my dick does

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Que vocês homens mantém uma relação muito íntima com seus membros, nós já sabemos. Alguns dão nomes, outros conversam com eles, e há aqueles que tratam como um bicho de estimação, como se fosse um parceiro, um brother.

Mas esse cara aqui foi além. Transformou essa relação tão bonita do homem com seu pau num trabalho bem feito e bem humorado.

E nós, claro, amamos e compartilhamos o Things my dick does.

*cortesia do nosso leitor, naturalmente apimentado, Tony Soares.

O poder da pepeka

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A Mc Mayara lacrou tudooo! Com o novo clipe AI COMO EU TO BANDIDA II.

A mana usa o poder da sua pussy para acabar com os super machistas, os homofóbicos, racistas e por ai vai , é genial! hahahaahah

Tem freira, confeti, capô de fusca, efeitos especiais e muito raio de pepeka. HÁ!

Confiram o vídeo❤ :

BEAJs =*

 

 

 

This Girl Can

Na contramão da onda do corpo perfeito, das capas de revistas cheias de Photoshop e daquela expectativa surreal a respeito do corpo feminino, encontramos o This Girl Can.

This Girl Can celebrates the active women everywhere who are doing their thing no matter how they do it, how they look or even how sweaty they get.

Autoexplicativo, sim, e bastante significativo. Criada pela Sport England, a campanha é a resposta aos resultados de uma pesquisa que apresentou um grande número de mulheres que não praticam esportes por não se sentirem à vontade com seus corpos.

O medo do julgamento afasta essas mulheres das atividades físicas, e o efeito bola de neve que vem como consequência é justamente o desconforto com o próprio corpo e baixa autoestima. Por isso a campanha This Girl Can busca contar histórias reais de mulheres que praticam esportes, mas que estão desconectadas dessa imagem idealizada e editada que costumamos ver por aí quando a pauta é atividade física.

São mulheres comuns, como você, nossas amigas, primas, irmãs. De todas as idades, celulites, formas, olheiras, cores, tipos de cabelo, estrias, e tudo mais que temos direito. Não é demais?

#LibereoBacon

Na semana passada o ator Kevin Bacon (aquele mesmo, rei dos memes) apareceu neste vídeo abordando a questão da desigualdade de gêneros em Hollywood. Cheio de bom humor, ele fala sobre quão pouco explorado é o nu (total, frontal, aquele que a gente gosta) masculino no cinema.

É claro que essa brincadeira deixa explícito o outro lado da moeda: o cinema (a TV, a mídia, etc) é recheada de nudez feminina, usada da forma mais comercial que pode existir. Mas o que isso diz a respeito dos nossos hábitos e padrões comportamentais?

O primeiro ponto é: o homem consome nudez e sexo. A mulher ~teoricamente~, não. Ou não consumia, porque aprendeu em algum momento que essa não era uma necessidade básica dela, ou que era feio, poderia ser mal visto. Afinal de contas, boas moças não falam/fazem/consomem pornografia/conteúdo erótico, certo?

ERRADO.😉

Outra questão é aquela onde discutimos o que é e o que não é permitido na nudez. O cinema e a televisão, as mídias de modo geral, estão repletas de nudez feminina, ou de conteúdo de apelo sexual com a mulher como veículo. Mas não ouse você, mãe-de-família-boa-moça, amamentar seu filho na frente das visitas. Ou postar uma foto com seus lindos mamilos de fora.

É uma medida tão distorcida do certo x errado, que cabe uma campanha toda sobre isso. Daí nasceu o #freethenipple, para falar justamente desse tabu com o corpo da mulher. Tabu, claro, que só aparece quando é conveniente.

Além disso, podemos discutir também a insegurança masculina. É claro que ela existe, e nós sabemos que existe uma cobrança especialmente centralizada no membro: não pode ser pequeno, não pode ter muita pele, não pode isso, não pode aquilo. No máximo, um ou outro corajoso, como o ator Rafael Losso, se arrisca a mostrar tudo. Não, pera. Não foi tudo, faltou uma cabeça ali. Ao menos ele e mais alguns outros se arriscam e encaram o telhado de vidro que nós já estamos cansadas de encarar.

#LibereoBacon, embora soe como uma brincadeira em torno da nudez masculina, traz o assunto que é pauta entre celebridades e imprensa há algum tempo, com atenção especial ao tratamento sexista dado às atrizes, que normalmente respondem a questões sobre moda ou sua vida pessoal quando entrevistadas no tapete vermelho, em coletivas de imprensa ou talk shows. Se você ainda não viu, hoje mesmo saiu um vídeo “pegadinha” da Kristen Stewart com o Jesse Eisenberg, bastante caricato e direto. Dá uma olhada aqui.

Fica claro que toda essa conversa (libere o bacon, o mamilo, a porra toda), os julgamentos sobre o corpo alheio (das mulheres, dos homens), está toda amarrada em conceitos que aprendemos lá atrás e que já perderam validade. Enquanto corpo, sexo e sexualidade forem tratados como polêmica, não estaremos aptos para agirmos com naturalidade, como animais pensantes, sexuais e, acima de tudo, livres.

Playliminares #12

Nem sempre um encontro dá samba, mas quando rola é sempre bom ter à mão uma boa playlist pra dar a cadência da noite.

A partir de hoje, passamos a compartilhar aqui as Playliminares, uma seleção de playlists transantes criada pelo pessoal do Corazón Diablo, que gentilmente divide isso com o Pimenteiro.

O post original vocês conferem aqui. Aumente o volume e aperte o play!

Beautiful Agony

Criado em 2003 como um experimento, Beautiful Agony é um projeto que nasceu como provocação: afinal, onde está o erótico no sexo? Onde é que fica o conteúdo que mexe com a nossa cabeça e aciona todos os botões do nosso imaginário?

Para os criadores do projeto a resposta é simples: está tudo na expressão facial. Por isso todo o conteúdo do site (que funciona agora no formato de assinatura paga) é composto por vídeos apenas do rosto de seus participantes tendo orgasmos, sem mostrar mais do que isso.

A diversidade de participantes, o áudio dos vídeos (faça a experiência de assistir algum no mudo para sentir a diferença) e a lacuna que precisa ser preenchida a respeito dos corpos e da forma como os orgasmos são atingidos, são alguns dos componentes que contribuem na construção dessa fantasia e no sucesso do projeto.

Ficou curioso? Fones de ouvido e aperte o play!

 

Se toca, mulher!

31 de julho é o Dia Mundial do Orgasmo e parece justo abrir a semana com aquela que é a melhor forma de começar as celebrações: a masturbação.

Existe uma infinidade de artigos na internet com dicas e macetes para as mulheres sobre como se masturbar, ou para os homens aprenderem a masturbar suas parceiras, mas pouco se fala sobre o que vem antes disso tudo, que é a liberdade de se masturbar e de poder falar sobre isso, sem vergonha, culpa ou medos.

Se vamos falar sobre isso, que seja do começo, e com clareza. Quando foi que, no processo de desenvolvimento do seu corpo e da sua sexualidade, você foi estimulada a se tocar e conhecer cada nuance de prazer que pode proporcionar a si mesma? Ao contrário dos meninos, que passam pela fase em que “estão sempre trancados no banheiro” e tratam abertamente do assunto, as meninas não experimentam com a mesma naturalidade a descoberta do próprio corpo.

As orientações começam cedo, com sutilezas como “não coloque a mão aí”, ou com o discurso de autopreservação, que nos leva a crer que nosso corpo é uma grande ameaça, o principal responsável por boa parte das encrencas em que podemos nos meter por aí (enumerem: gravidez, assédio físico e moral, etc.).

E se fosse diferente? E se fosse bonita essa descoberta, ou divertida como é para os rapazes? E se fosse tratada com naturalidade, como deveria ser? Você faria com regularidade? Compartilharia com suas amigas as suas descobertas? Você faria para um parceiro, ou junto dele?

Se existe uma revolução sexual pra acontecer, que ela comece na siririca. É nela que você vai descobrir seu corpo, vai brincar com ele, e este é um dos primeiros passos do amor-próprio e da autoaceitação. Cada corpo é um universo e o prazer se manifesta de tantas formas peculiares, que uma vida inteira não basta pra explorar todo seu potencial. É na prática regular que vem a liberdade de sentir prazer e a sabedoria para guiar o outro na hora de te dar prazer também. Só quem conhece os próprios passos consegue conduzir o outro na dança, e nada melhor do que ter o próprio mapa da mina em mãos (literalmente!).

Comece pelo simples, comece sozinha, luzes acesas ou não, com ou sem sex toys, tanto faz. Converse com as amigas, converse com seu parceiro, experimente. Aproveite para rir bastante, espere o inesperado, surpreenda-se. Mais que isso, permita-se. É seu corpo, seu prazer, seu direito. E mãos à obra!

Pra fechar com chave de ouro, as holandesas da banda ADAM e seu vídeo de Go to Go, onde elas cantam enquanto recebem “boas vibrações”.😉